Thursday, July 02, 2009

Linda da mãe!




E a locução da vinheta de abertura
é da Maria Rosa, filha da Vanessa Schultz!

Wednesday, July 01, 2009

Lá no Oeste...

O documentário Espírito de Porco, dirigido por Dauro Veras e Chico Faganello, estreia hoje na cidade de Seara, no Oeste do Estado. A produção discute os impactos da suinocultura industrial na região a partir do ponto de vista de um personagem central desta história, o porco.

É um documentário subjetivamente "suinocêntrico"


Confira o trailer:

Tuesday, June 23, 2009

Mostra vai começar!

Na sexta, 26 de junho, começa a 8ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Vou trabalhar na assessoria de imprensa, junto com outros colegas, sob a coordenação da Kátia Klock. Acompanhe aqui

Bloguinho

E Amanda também vai participar. Ela terá um blog onde vai contar suas impressões sobre a Mostra. Minha pequena já é crítica de cinema!

É no Bloguinho da Mostra.
Querido diploma de jornalismo:

Você não vale nada, mas eu gosto de você!

Friday, May 29, 2009


Certa vez, em Puerto Montt

Certa vez, em Puerto Montt
Onde o Chile encontra seu Sul
Eu vi dois velhos barcos encostados um no outro.

Certa vez, em Puerto Montt
Onde o vento frio distrai o olhar
Eu vi o mar bem perto, de cima das pedras.

Certa vez, em Puerto Montt
Onde a noite se esconde em hotéis de luz incerta
Eu me vi, esperando.
Da série Escritos

Re-publicando

ALMA

Irina tinha a cabeça baixa e a alma quebrada quando entrou na sapataria. Sentiu que estava suando e esfregou as mãos úmidas na blusa com força. Só então olhou para trás do balcão do pequeno estabelecimento, abarrotado de sapatos esquecidos, de jornais velhos pendurados nas prateleiras de madeira e de sacolas com fechos quebrados. Ao encontrar o olhar daquele homem alto e gordo, de bigodes ralos grudados pela mesma cola que sufocava o ambiente, ficou com a impressão de que o sapateiro sabia de tudo. Encheu os olhos d’água, sentiu uma leve tontura, mas deu dois passos, apoiou-se no balcão e disfarçou tirando a sandália vermelha da sacola e abrindo um sorriso meio de lado: talvez não houvesse mais conserto, ela se enfiara num buraco sem saída, sentira-se presa, não dava para explicar:
- Aí, bom, quebrou. É isso...
Viu um filtro na mesinha cheia de ferramentas do sapateiro e pediu-lhe água. Precisava se acalmar um pouco antes de saber a opinião do homem. Perguntou se podia sentar. Ele apontou o banquinho forrado de couro. Sentou-se, ajeitou a bolsa no colo e ficou observando o sapateiro que analisava o calçado.
Irina sabia que seria difícil aceitar que terminasse assim, e não tirava aquilo da cabeça. Era uma ótima esposa, fazia tudo para que os fins de semana fossem maravilhosos e que os programas feitos com o Francis tivessem todos os ingredientes daqueles inesquecíveis. As fotos comprovavam todas as aventuras que viveram juntos: Arembepe, Bombinhas, São Francisco de Paula no invernão! Sem falar, é claro, do álbum do casamento: aquela era uma união apaixonada, cheia de coisas em comum, bastava ver a cara dos amigos. E o movimento estudantil? As passeatas? O voto convicto no mesmo projeto político? E a reforma da casa? E O Tigre e o Dragão naquele domingo no cinema? O disco do Chico Buarque comprado num sebo em São Paulo? E ainda havia a história dela levar até o trabalho para perto de casa, para perto do Francis. Os contra eram bem poucos. Ela não gostava de futebol – e aquele enorme pôster do Internacional colado na parede suja da sapataria! -, e era um pouco ingênua para certas coisas. Havia também aqueles sonhos de adolescente, que poderiam levá-la para longe. Mas não era coisa para briga tão feia. Ir para casas separadas, ficar sem se falar, e ainda, que merda!, o buraco e o estrago na sandália vermelha.
Bebeu a água em pequenos goles e sofreu quando o sapateiro puxou o salto com tanta força que descolou tudo.
- Está aqui o problema – disse o homem. Ele tinha uma voz bonita, forte e amiga. Tentaria resolver, mas o conserto era difícil. Estava quebrada na peça de metal entre o salto e a sola, a alma: - Problema assim, dona, pode ser até que não tenha jeito.
Ela sentiu vontade de chorar bem alto. Respirou fundo e disse meia dúzia de palavras que saíram sem pensar:
- Bom, vê o que dá pra fazer. Passo aqui amanhã ou semana que vem ou no próximo mês ou...
Levantou-se, colocou o copo no balcão depressa para não mostrar a tremedeira e pensou na Marina. Achou que seria legal dar um pulinho na casa da amiga. Perguntou se não estaria abusando se usasse rapidinho o telefone da casa, o celular estava sem bateria. O homem foi atencioso, alcançou o telefone até o balcão e explicou que a tinta branca dos números tinha desaparecido porque os dedos molhados de cola ou água castigavam as teclas há tempo. Ela disse que tudo bem e digitou com rapidez os números que tinha na memória. Pediu pra Marina se dava para passar lá e conversar um pouco. Largou o fone no gancho, olhou com carinho para o sapateiro e agradeceu a gentileza. Queria muito cuidado com a sandália vermelha, passaria ali como combinado para saber do conserto. Encontrou a tarde já caindo na rua e entrou no carro com a cabeça doendo. Ligou o rádio e ouviu As rosas não falam, do Cartola, bem baixinho. Quando chegou no prédio da Marina o sol já tinha se posto, mas os apartamentos estavam com as luzes acesas.

Monday, May 25, 2009

Espírito de Porco

Dauro Veras avisa: trailer do documentário Espírito de Porco já está na rede.
Clique aqui para ver.

O doc tem direção do Dauro e do Chico Faganello.

Monday, May 18, 2009

[são bonifácio, domingo, final de tarde]
[império das luzes, magritte]
....
no domingo visitamos amigo que mora na serra.
dia de frio e sol.

na casa que ele está construindo, encontrei a reprodução de quadro do magritte,
que gosto muito. ainda não está na parede, está esperando tudo ficar pronto.

finalzinho da tarde fui caminhar com a amanda e fizemos algumas fotos.

hoje, ao postar, me dei conta de pequenas semelhanças.
a luz estava, realmente, um espetáculo.
são benedito. são bonifácio
[imagens de referência]
duas árvores

beijo úmido

aconchego na luz

império das luzes de são bonifácio
[cenas de um domingo em são bonifácio]

menina e flor

menina e rio

menina na loja

menina e flor (2)

menina na estrada



Wednesday, May 13, 2009

Correria na hora do almoço. Ficamos fora de casa a manhã toda e Amanda tinha vários deveres da escola. Atrasou tudo!

Ônibus escolar quase chegando.

- Filha, escova os dentes, rápido!

- Mas falta pintar uma coisa!

- Deixa que a mãe te ajuda, vai escovar os dentes.

Pintei o que faltava. Era pouco, quase nada: uma palavra cruzada com o número 'vinte e sete' por extenso.

Ela volta do banheiro:

- Ai, graças a Deus ter uma mãe que sabe fazer as coisas!

O ônibus chegou.