Monday, March 15, 2010

Mulheres da Terra

Confira aqui os dois episódios do documentário Mulheres da Terra, exibido no SC em Cena.

Friday, March 12, 2010

SC em Cena

É neste sábado, 13, ao meio dia, a apresentação do primeiro episódio de Mulheres da Terra!

Tuesday, March 02, 2010


MULHERES DA TERRA - SÉRIE DE 2 PROGRAMAS DA RBS TV

Documentário produzido pela Plural Filmes vai ao ar nos dias 13 e 20 de março, no programa Santa Catarina em Cena, ao meio dia, na RBS TV, e às 13h45, na TV COM. Mulheres camponesas ganham destaque na semana do Dia Internacional da Mulher
As mulheres camponesas de Santa Catarina têm consciência de que estão em suas mãos muitas possibilidades de colaborar com a preservação da diversidade da alimentação no mundo. Em suas mãos de mulheres da terra, que conhecem todos os segredos da germinação e do desenvolvimento do alimento. Mãos que conhecem as sementes.
E é exatamente a partir deste ponto que elas se lançam num desafio: trabalhar para que as sementes “crioulas” sejam preservadas. Elas respeitam as sementes como patrimônio dos povos a serviço da humanidade, por isso entendem que preservá-las é sentir também a energia de uma história guardada há milênios pela agricultura camponesa, pelos quilombolas e pelos indígenas.
É esta relação íntima com a terra e com as sementes, tendo como horizonte o futuro da agricultura e da alimentação no mundo, que o documentário Mulheres da Terra, produzido pela Plural Filmes, vai contar através das histórias de vida de algumas destas mulheres. Em vivências filmadas no interior dos municípios de Marema, Mondaí, São Miguel do Oeste, Chapecó, Anchieta e Palmitos encontramos a preocupação universal com o futuro do planeta. Em histórias de mulheres que, com suas mãos, cuidam da terra e são cuidadas por ela. A feminilidade desta relação é também é um ponto importante.
O desafio de soltar a voz, de ser personagem de sua história é destaque aqui, desvendando o sonho de um futuro que garanta a biodiversidade. Todas as mulheres entrevistadas fazem parte do Movimento de Mulheres Camponesas de Santa Catarina (MMC/SC), que tem o Projeto de Produção, Recuperação e Melhoramento de Sementes Crioulas como um de seus pilares de luta.
[Sementes crioulas são aquelas que não sofreram modificações genéticas por meio de técnicas. São chamadas “crioulas” pois, geralmente, seu manejo foi desenvolvido por comunidades tradicionais como indígenas, quilombolas, ribeirinhos, caboclos etc] – Fonte: MMC/SC
O documentário Mulheres da Terra vai ao ar nos dias 13 e 20 de março, no programa Santa Catarina em Cena, ao meio dia, na RBS TV, e às 13h45 na TV COM.

Direção: Marcia Paraiso
Pesquisa: Marcia Paraiso e Adriane Canan
Diretora Assistente: Adriane Canan
Fotografia: Anderson Capuano
Ass. Fotografia: Kike Kreuger
Som: Guilherme “Grilo” Britto
Coordenação de Produção: Will Martins
Edição e Finalização: Bernardo Garcia
Uma produção: Plural Filmes e RBS TV
(48) 3234 – 2762

Tuesday, February 23, 2010

Aguardem...


Estamos filmando!

Monday, February 15, 2010

Pra libertar meu coração...

Composição: Fausto Nilo e Moraes Moreira

Wednesday, January 06, 2010

Bicharada

Essa turma anima as férias da Amanda na casa da vovó e do vovô, lá em Quilombo:
Azeitona, a gata dengosa...


3x4 do Tufão, o bebê da casa... Ele tem mais pernas que juízo.

Peteleca, a mais velhinha, com sua cara de medo de máquina fotográfica.

Lua, a cachorrinha que ri e alegra nossa vida!


Faltou o Chuchu, o gato maluco, que sumiu na hora das fotos.


Feliz Ano Novo!!

Tuesday, December 01, 2009

100% pública

Manifestação pela manutenção do espaço público da Penitenciária de Florianópolis.
Pela transformação da área em local de cultura, lazer e esporte!
A cidade merece!
É uma luta de todos!

Friday, November 06, 2009


Será que ele atende na Trindade?

Tuesday, October 20, 2009

Edgar era azul e bem querido

Chamava-se Edgar e era de um azul bem azul. Morava comigo e com Amanda, minha filha, que tinha então 4 anos, no Itacorubi, aqui em Florianópolis. Era o ano de 2003.

Um querido, o Edgar compartilhava nossas vidas e nossas aventuras. Se descíamos para brincar no gramadinho que ficava atrás do prédio, o Edgar ia junto. Ficava ali, na boa. Eu lendo um livro na minha cadeira de praia, debaixo da laranjeira. A Amanda espalhando brinquedos pela grama. Ele ali, tranquilão e azul. Dentro de casa, quando colocávamos o cd do Palavra Cantada a todo volume, ele dançava também. Era um querido, o Edgar.

Um dia, fomos viajar. Nós duas, não deu pra levar o Ed. Deixamos na vizinha, prédio ao lado do nosso, amiga de algum tempo. Seriam poucos dias.

Na volta, ligo para a amiga pra buscar o Edgar.

- Oi, voltamos. Posso passar aí e pegar o Ed?

- Oi, Adri. Olha, não vai dar agora...Estou fora de casa. Podes me ligar de noite?

Claro, eu respondi. Mas confesso: senti algo de estranho na voz da minha interlocutora.

A verdade é que se passaram três dias de telefonemas, desculpas e desencontros. E nada do Edgar voltar pra casa.

Era um final de tarde de sexta, quarto dia depois do retorno da viagem. Eu saí do trabalho e passei no "escritório", ali no Seu Zezinho, no Mercado Público, pra encontrar uns amigos. Estavam todos muito esquisitos. Houve um constrangimento geral, um ar cerimonioso demais para minha chegada. Fúnebre.

Espera: quem me conhece sabe que sou expansiva e que quando chego, em geral, os amigos me recebem rindo. Não foi assim naquele dia.

Sentei, pedi uma cerveja pro Pinga, filho do Seu Zezinho. Márcia e Cristina cochichavam. Sérgio Murilo mal olhava pra mim. Valci fumava olhando pro outro lado.

Explique-se: Cristina era, então, sogra da minha amiga que hospedava o Edgar. Algo de estranho acontecia.

Ouvi a Márcia dizer pra Cris: Melhor contar de uma vez, de sopetão.

A Cris me olhou, triste, e disse:

- Adri, a gente não sabia como te dizer, mas o Edgar morreu.

- Como?

- É, subiu no telhado.

Nisso toca o telefone. Era a Bianca, minha amiga hospedeira.

- Adri, é a Bianca. Desculpa, mas eu não conseguia te contar. Os livros da estante caíram e derrubaram o aquário...Quando cheguei em casa, ainda no dia que tu viajou, o Edgar tinha ido dessa pra melhor...

- Bianca! Não fica assim, isso acontece...

Todos na mesa me olhavam com cara de velório. Eu dei uma risada.

- Gente, eu amava o Edgar, mas se a morte dele serviu pra me mostrar o quanto vocês me consideram, ele foi por um bom motivo, né?

De noite, contei pra Amanda. Ficou tudo bem. Mostrei pra ela onde a Bianca tinha enterrado o Ed. Conversamos sobre a morte e tals. Ficou, realmente, tudo bem.

Beijo, Ed. Beijo, turma.

Monday, October 12, 2009

Fito y La Negra

Monday, October 05, 2009

El año del cerdo
Curta super bacaninha. Realização de alunos da Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de Los Baños, Cuba. A história se passa no bairro chinês de Havana.
Comi um yakisoba por ali, em 2003, com amigos de vários países:
Colômbia, Espanha, Brasil, Chile, Dinamarca...
Bons tempos!



Dica do blog da Cinelo

Wednesday, September 23, 2009

O velório de Jesus Cristo

Aconteceu em Porto Alegre, alguns anos atrás.
Era uma Sexta-feira Santa. Eu estava em casa, na Cidade Baixa.
Telefone.

- Oi, Adri! Vamos comigo na missa? Faz tempo que não vou...

- Tá, tudo bem, vou contigo.

Roci, minha amiga cearense que também morava no Rio Grande naqueles dias, passaria em quinze minutos pra me buscar. E passou.

Centro de Porto. Estacionamos na Duque de Caxias, do ladinho do Palácio Piratini, eram perto das seis da tarde.

Sucedeu que naquele dia um ex-governador gaúcho era velado justo ali, no Palácio. E sucedeu também que bem na hora em que estávamos por passar pela frente da porta do Piratini despontou o caixão, carregado por senhores distintíssimos que não vem ao caso mencionar. Como talvez dissesse Machado de Assis, o leitor e a leitora que me desculpem, mas falta não há de fazer deixar de nomeá-los.

Fomos barradas pelos seguranças. Deixem o morto passar, e também os muito vivos que carregam seu peso. Podíamos ter contornado a Praça da Matriz, bem volteando em frente da Assembléia Legislativa e do Teatro São Pedro. Mas não, ficamos ali, bisbilhotando o cortejo fúnebre.

Passados alguns minutos, do morto só o cheiro das velas. Embalamos passos largos até a Catedral, pensando-nos atrasadas para qualquer missa a caminho; mas sem deixar, é claro, de confabular sobre os trejeitos de cada um dos que seguravam as alças. Só não falamos do morto, de quem sequer vimos a brancura funesta.

Entramos na Catedral. Vazia! Eu me sentei bem ao fundo, que Ave Maria bem rezada, ali no cantinho, já estava para mim de ótimo tamanho. Roci não contentou. Andou até perto do altar e ficou se espichando para tentar ver o que passava no meio de um bolinho de gente que ali se espremia. Baixinha como esta que vos escreve, viu pouca coisa. Mas o que viu, veio me contar:

- Ô, Adri, tu não vai acreditar! Outro velório! Vamos pra uma igreja que tenha missa, pelamordedeus!

Saímos. Nas escadarias, demos de cara com um padre, bem vestido de padre, e uma freira, da mesma forma nos moldes para a ocasião. Roci não aguentou:

- Ô, Seu Padre, boa tarde... Que horas é a missa?

- É sete horas, minha filha...

- Ah, tá certo...E me diga uma coisa, por favor, quem é o morto ali de dentro?

O Padre ficou branquinho que só. A freira só não fez o sinal da cruz por pura piedade de nós.

- Minha filha, aquela ali é a estátua do Senhor Morto! Hoje é Sexta-feria Santa!

A Roci, que perde o lugar no céu, mas não a piada:

- Ô, Seu Padre, que beleza, ãh...Hoje só tem defunto bom!!! Ali ex-governador, aqui Jesus Cristo! Vou te dizer, hoje só a diretoria!

Eu sai de fininho, nem vi a cara do padre. Ela veio atrás. Nem fomos mais na missa. Decidimos ir pra Cidade Baixa tomar uma cerveja. Afinal, não é todos os dias que se vai ao velório de Jesus Cristo e de um ex-governador numa tacada só.
Ideia fixa

A minha ideia, depois de tantas cabriolas, constituíra-se ideia fixa. Deus te livre, leitor, de uma ideia fixa; antes um argueiro, antes uma trave no olho.

[Brás Cubas, em suas Memórias Póstumas]

Tuesday, September 22, 2009

Ó o DOC aí ó...

A I Mostra Nacional de Documentários de Chapecó começa hoje.
Parabéns ao povo que pensa e produz cinema por lá. Muito bacana!


A programação está aqui

Friday, September 11, 2009

Volvió la Regina

Regininha Carvalho blogando novamente no Grandes Autores Catarinenses

Ela explica: Para divulgar alguns textos de autores da terrinha, vivos e mortos, sem preocupação em sistematizar, só em divulgar o que é bom...

Passa lá, entonces!

Tuesday, September 01, 2009

[o que vale é se querer... ]

Monday, August 31, 2009

Todo se transforma

Saturday, August 29, 2009

[sonho]

Achei essa foto extremamente onírica. É do Osvaldo Nocetti, o Coca, que foi meu colega de trabalho no Jornal ANotícia, lá nos anos 90. Parabéns, Coquinha!
Momento surreal da Ilha.
Peguei lá no blog do Bonassoli.

Tuesday, August 25, 2009

casa, casinha

[na sala de casa, em manhã de algum sol na cidade]

Roda viva

Adorei a foto da Sílvia Pavesi.
É de um de seus momentos de viagem, na Holanda.