Saturday, April 21, 2007


Segredos Dançantes Contra Brutalidade Surda no palco do CIC

Série Mergulho no Palco
1º e 2 de maio – 20 horas
Ingressos: R$ 15,00 e meia R$ 7,00
TEATRO ADEMIR ROSA – Centro Integrado de Cultura (CIC)
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Dança de detalhes que não se desvendam

Bailarinos e público ocupando o mesmo espaço: o palco do Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis. O espetáculo “Segredos Dançantes Contra Brutalidade Surda” estréia nos dias 1º e 2 de maio, às 20 horas, e une o coreógrafo Alejandro Ahmed, do Grupo Cena 11, os bailarinos Anderson Gonçalves, Phelipe Janning e Volmir Cordeiro, além de Hedra Rockenbach compondo a trilha sonora. É o quarto espetáculo apresentado pela Série Mergulho no Palco.

“A proposta foi reunir profissionais da dança, que trabalham de forma isolada ou em grupos distintos, num projeto comum de desenvolvimento de novas pesquisas e possibilidades em dança contemporânea”, conta Phelipe Janning, bailarino e produtor. No caso do coreógrafo Alejandro Ahmed, por exemplo, é o primeiro trabalho de longa duração fora do Cena 11, grupo pelo qual já é reconhecido internacionalmente. Foram dez meses de ensaios e aulas, diariamente, a partir da criação do núcleo formado pelos profissionais envolvidos.

Sobre “Segredos”

“Um segredo tece sua força na qualidade de informação que guarda, e qualidade aqui se refere à propriedade. O segredo só sobrevive alimentado por aquilo que não revela. Ele não esconde, ele guarda”. Nas palavras do coreógrafo Alejandro Ahmed pode-se entender a essência do espetáculo. De acordo com ele, “Segredos dançantes contra brutalidade surda” tem o propósito de investigar uma dança do “detalhe”, confeccionada em ações e movimentos que são desenvolvidos para não serem desvendados naquilo que poderia ser sua receita. “Esta investigação coreográfica propõe em cena um sistema anti-vaidade construído com dança, música, Volmir 20, Phelipe 28 e Anderson 42”, aponta Ahmed. O projeto foi desenvolvido com recursos da Lei de Incentivo à Cultura do Estado de Santa Catarina – FUNCULTURAL e do Prêmio Klauss Vianna, através da Funarte/Ministério da Cultura. Conta também com patrocínio da Petrobras e apoio da Canguru Embalagens.


Segredos Dançantes Contra Brutalidade Surda
Ficha técnica:
Alejandro Ahmed – coreografia e direção
Anderson Gonçalves - bailarino
Hedra Rockenbach - trilha sonora
Phelipe Janning - bailarino e produtor
Volmir Cordeiro - bailarino

Contato MERGULHO NO PALCO:

Produção: Andreza Martins (8802 3722) e Phelipe Janning (9981-6077)

Assessoria de imprensa: Adriane Canan
adrianecanan@yahoo.com.br
(49) 9917-0972

Friday, April 13, 2007

passada a despedida
vem a lembrança

e o pensamento quase nulo

Wednesday, April 04, 2007

Carta Maior

Resistência: Carta Maior permanece na luta por uma comunicação mais plural e democrática!

Saturday, March 24, 2007

Babel

Fui ver, no domingo passado, o novo (já nem tanto assim!) filme de Iñarritu. Passou aqui em Chapecó. Rapidamente, mas passou. Com direção de Alejandro Gonzáles Iñarritu e roteiro de Guillermo Arriaga, Babel segue a linha dos filmes anteriores da dupla (Amores Perros e 21 Gramas): narrativa não-linear, histórias (de desespero) que se cruzam e uma sensação final de impotência. Cheguei em casa e fui ler algumas coisas sobre o filme. A crítica de Ricardo Calil, da Bravo, me pareceu interessante. Sugiro a leitura, embora discorde de alguns pontos. Entre eles a afirmação de que diretor e roteirista "operam como deuses punitivos e manipuladores, que condenam seus personagens a um calvário desproporcional a seus pecados". Não me pareceu que Iñarritu e Arriaga tenham 'inventado' calvários. Preste atenção, se for assistir, na performance e na história da babá mexicana que cuida das crianças americanas - aliás, excelente trabalho da atriz Adriana Barraza. Não há nada de novo em sua trajetória, nenhum calvário inverossímil.

Wednesday, March 21, 2007


Ademir Rosa: paixão pela arte, paixão pela vida

Dia 28 de março (quarta-feira), às 19 horas, na Assembléia Legislativa de SC, será lançado o livro Ademir Rosa: paixão pela arte, paixão pela vida. Obra coletiva, trata-se de uma homenagem ao grande ator, dramaturgo, petista, sociólogo e amigo Ademir Rosa! Salve, Ademir!

Um time do coração fez o livro: Pedro Uczai é o organizador. São 22 amigos escrevendo sobre ele. Edilma Rosa e Santina Marafon produziram. Cristiane Cardoso assina o projeto gráfico e diagramação. Eu, a edição. Muito emocionante. Uma obra feita por muita gente, com muito carinho!

Tuesday, March 20, 2007

Da série Escritos:

(2)
(Adriane Canan - Porto Alegre - 20.03.03 - dia do início da Guerra no Iraque)

Talvez amanhã aconteça de pararmos na rua para amarrar os cadarços
Ou quem sabe chova e o guarda-chuva esteja em casa
Agora mesmo Amanda me pediu pra ver Alice no país das Maravilhas
Eu resisti: queria ver as notícias de uma guerra que já me contam há meses
Da qual já se sabe o número de possíveis mortos e vivos
E de mortos-vivos
Mundo das Sete Maravilhas
Amanda está vendo Alice, em seguida deve dormir
Amanhã talvez a guerra já estará em seu primeiro dia
Amanda vai pra escola cedo
Espero não esquecer o guarda-chuva, nem cair por conta dos sapatos.

Friday, March 16, 2007

Da série Escritos

(1)
Sobre Paris (duas ou três considerações, de rua ou de sonho)
Adriane Canan (abril de 2002 - Sur-Marne)

Os pés em Paris/Negros como o breu da noite/ Os pés em Paris/ Panos coloridos como um sábado/ Os pés em Paris/ Negros olhos transfigurados num ocidente antropófago/O menino é romeno, chora na mão pelo dinheiro que pede/ Chora a mãe no ventre pelos filhos que carrega/ Choram os pés em Paris/ (Barulho do metrô) /Silêncio nas ruas sepultadas de história/ O peso da cultura nos olhos absortos do intelectual/ E a bicha velha que importa o corpo-menino-asiático por pão e sexo/ O rio gelado e os turistas medíocres que posam de ricos ao som de Edith Piaf/ Os grandes pintores pendurados nas paredes do Louvre/ (Barulho de passos no corredor)/ Arte vale muito?/ A Torre Eiffel e os souvenirs de pobre/ A Place Vendome e a morte da nobre-plebéia-donzela-prostituta que trepava com o milionário egípcio/ Armani,Mont Blanc/ O homem aluga o menino para pedir esmolas/Os pés em Paris/ (Sonho com o Pablo)/ As escadarias de Nogent-Sur-Marne e a tranquilidade na casa da Irina/ As putas-travestis-argelinas do Kadet/ Fotos pra ficar na festa/Os olhos azuis da Lara percorrem a escola de artes/ E a alemã ex-comunista foi para os Estados Unidos do World Trade Center/ (Penso na Amanda)/ O português arrota arrogância e come seus próprios eus/ As baianas são negras como os negros da Estação Les Halles/ Os andinos não recebem palmas/ Os judeus fazem doces no Mares e jogam bombas nos palestinos/ Enquanto o Mc Donalds de Paris tem cabelo no Big Mac/ A França vota numa eleição silenciosa como a morte/Sem pombos/ Uma capa de chuva verde-limão e um dia livre para compras em Paris/ Pausa.

Sunday, March 04, 2007

sometimes

Thursday, February 22, 2007

Ontem olhei a chuva e escrevi um novo micro-conto:

Chuva

Mal sentiu o primeiro pingo de chuva e já estava totalmente encharcado. Lembrou-se, então, que com seu grande amor fora do mesmo jeito.

Sunday, January 28, 2007


Cartaz lindo! Saiba mais sobre o festival da cidade da amigona Sandy: Roterdã
[talvez eu volte/um dia eu volto]

Saturday, January 27, 2007




Algo de Toulouse-Lautrec nesta tarde de sábado em nuvens de chuva.

Thursday, January 25, 2007


Hoje me deu saudades imensas de um filme lindo:
Asas do Desejo (Der Himmel über Berlin, Win Wenders, 1987).
Micro-contos meus selecionados em concurso do Leiturascom.net, no ano passado:

O palhaço

Quando o palhaço morreu, já era tarde. Não havia mais como cancelar o espetáculo.

Conselho

Pensou duas vezes. Era quase automático pensar duas vezes. Sempre recebia o conselho de pensar duas vezes antes de qualquer coisa. Se tivesse seguido o primeiro impulso, ainda estaria viva.


Hora certa

Três minutos além do horário marcado. E ela já estava puta da vida. Dedo batendo no relógio. Olhos nervosos. Merda! É sempre assim! - , gritava. Ele chegou bem calmo. Sorriso nos lábios. Abraçou-a por trás com força. Beijou seu pescoço. Passou as mãos pelos seios. E acertou os relógios.

Sunday, January 21, 2007

El traje que vestí mañana
no lo ha lavado mi lavandera:
lo lavaba en sus venas otilinas,
en el chorro de su corazón, y hoy no he
de preguntarme si yo dejaba
el traje turbio de injusticia.

A hora que no hay quien vaya a las aguas,
en mis falsillas encañona
el lienzo para emplumar, y todas las cosas
del velador de tánto qué será de mí,
todas no están mías
a mi lado.
Quedaron de su propiedad,
fratesadas, selladas con su trigueña bondad.

Y si supiera si ha de volver;
y si supiera qué mañana entrará
a entregarme las ropas lavadas, mi aquella
lavandera del alma. Que mañana entrará
satisfecha, capulí de obrería, dichosa
de probar que sí sabe, que sí puede
¡CÓMO NO VA A PODER!
azular y planchar todos los caos.


César Vallejo


[um dia de domingo, ao entardecer]

Monday, January 15, 2007

aquilo que eu temia aconteceu
me dei conta de tudo
ficou mais difícil sonhar

Wednesday, January 10, 2007

Sobre o céu

Eu e Amanda voltamos de Florianópolis pra Chapecó de avião, no domingo passado, dia 7 de janeiro. A Gol tem umas promoções boas e até o povo do Old West agora tem vez nos céus catarinenses.

E o céu estava lindão. Azul com nuvens branquinhas, branquinhas.
Amanda:
- Mãe, é assim que é o céu?
Eu:
- É, estamos no céu. Que lindo, né? Parece que estamos num sonho!
Amanda:
- Mãe, me conta a verdade?
Eu:
- Que verdade, filha?
Amanda:
- Sobre o céu, ué. Você sabe toda a verdade sobre o céu?
Eu:
- Só sei que é bonito, olha ali que lindo, tão azulzinho!
Amanda:
- A vovó disse que a gente fica invisível quando vai pro céu. Eu não quero ficar invisível. Queria brincar assim, como sou!
Eu:
- Ué, mas estamos no céu e estamos brincando de sonhar no meio das nuvens!
Amanda:
- É, pode ser. Mas acho que ainda não sei toda a verdade sobre o céu. A vovó deve saber. Um dia ela me conta.

Monday, January 08, 2007

Thursday, January 04, 2007



enquanto isso, na alemanha...

matéria sobre o brasil plural 9 na revista/site tópicos da alemanha, editada pelo colega jornalista Geraldo Hoffmann: clique aqui